Olá, queridos leitores!

Começar um novo ano é sempre um convite à reflexão. Metas escritas, objetivos traçados e, agora, o mais importante: a execução no dia a dia.

O ano novo é curioso. Um calendário se encerra, outro começa, e esse ciclo quase imaginário nos faz acreditar que estamos recebendo novas oportunidades. E, de certa forma, estamos. Tudo depende do que fazemos com elas.

Uma das minhas metas para 2026 é aprimorar meu posicionamento nas redes sociais. Hoje, sabemos o quanto a presença digital é essencial para qualquer tipo de negócio e no esporte isso não é diferente.

Esse gancho me faz refletir sobre como o marketing esportivo mudou. Durante muito tempo, ele esteve quase sempre associado a patrocínios de camisa, placas em estádios e exposição em grandes transmissões. O atleta fazia parte do espetáculo, mas raramente era protagonista estratégico fora das quatro linhas. Houve uma época, inclusive, em que camisas de clubes eram lisas, sem marcas estampadas. Esse cenário mudou e mudou muito rápido.

Hoje, atletas não são apenas jogadores. São marcas pessoais, criadores de conteúdo e verdadeiros canais de mídia.

O atleta influenciador é o retrato mais claro dessa transformação.

Antes, o valor comercial de um atleta dependia quase exclusivamente de grandes clubes, grandes ligas e da mídia tradicional, assim como acontece ou acontecia com artistas da música, do cinema e da televisão. Com as redes sociais, essa lógica foi quebrada. O atleta não precisa mais esperar pela visibilidade: ele pode construí-la. O palco deixou de ser apenas o estádio e passou a ser o feed.

Existe até um comentário recorrente, muitas vezes em tom de brincadeira, de que para ser um influenciador de corrida é preciso saber falar, apresentar produtos e mostrar a rotina mas não necessariamente saber correr. Quando paramos para pensar, essa provocação faz bastante sentido dentro da lógica atual da comunicação.

Em cidades como Atibaia, esse movimento já é claramente visível. Atletas de categorias de base, ligas regionais e projetos locais conseguem gerar audiência, engajamento e oportunidades ao compartilhar treinos, bastidores de jogos, desafios e conquistas. O público deixou de acompanhar apenas o resultado e passou a acompanhar a jornada.

Quando o atleta entende sua imagem como um ativo, marcas se aproximam com mais profundidade. Hoje, empresas buscam identificação com valores, proximidade com a comunidade e autenticidade não apenas performance esportiva. Um atleta regional bem posicionado pode gerar mais impacto do que campanhas caras e distantes da realidade local.

Influência, aliás, não se resume a números de seguidores. No esporte, ela se constrói com engajamento real, credibilidade, consistência e vínculo com o território. É por isso que atletas de Atibaia e da região se tornam parceiros naturais de academias, escolas, comércios, projetos sociais e marcas que querem presença verdadeira e não apenas alcance vazio.

No topo da pirâmide, nomes como Neymar mostram como esporte, entretenimento e negócios se conectam em escala global. Mas o movimento mais interessante acontece na base e no meio dessa pirâmide: atletas criando projetos sociais, marcas próprias, parcerias recorrentes e conteúdos educativos com impacto econômico direto na região.

Esse crescimento não beneficia apenas quem joga. Ele movimenta fotógrafos, videomakers, designers, imprensa local, agências e o comércio regional. Quando o atleta cresce como marca, todo o ecossistema cresce junto.

O atleta influenciador não substitui o atleta competitivo ele o complementa.

Treino, disciplina e resultado continuam sendo a base. Mas hoje, quem entende comunicação e posicionamento joga um segundo campeonato.

E, muitas vezes, é nele que se constrói o futuro.

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