Mais de 77 mil unidades consumidoras já migraram para o ambiente competitivo, impulsionadas por mudanças regulatórias e expectativa de economia de até 40%

O Mercado Livre de Energia elétrica no Brasil alcançou um marco em junho de 2025, com 77.156 unidades consumidoras migrando para esse modelo competitivo. O número representa crescimento de 57,7% em relação a junho de 2024 e de 123,8% nos últimos dois anos, consolidando a tendência de abertura do setor.

Expansão regulatória e novos perfis de consumo
Segundo Uberto Sprung Neto, CEO da Spirit Energia, o avanço está ligado às mudanças iniciadas pela Portaria MME nº 50/2022, que permitiu a entrada de consumidores com demanda inferior a 500 kW, como empresas de médio porte e estabelecimentos comerciais.
Hoje, 30.849 consumidores são do segmento varejista, sendo que 26.680 migraram apenas em 2024.

Próximos passos da abertura do mercado
Em 2024, o Congresso Nacional recebeu a Medida Provisória nº 1.300/2024, que prevê a universalização do acesso ao mercado livre até 2027.
O cronograma estabelece que, a partir de agosto de 2026, consumidores comerciais e industriais de baixa tensão poderão migrar. Já em dezembro de 2027, será a vez dos consumidores residenciais, que poderão escolher livremente seu fornecedor de energia.

De acordo com estimativas do setor, a abertura total poderá gerar economia de até 40% na conta de luz. Além disso, os consumidores terão a opção de contratar energia de fontes renováveis, alinhando-se a metas de sustentabilidade.

Benefícios e desafios da transição
“A principal vantagem do mercado livre é a economia, com consumidores podendo negociar diretamente com fornecedores. Além disso, é possível contratar energia de fontes renováveis, alinhando-se a metas de sustentabilidade”, explica Sprung Neto.

Apesar dos benefícios, o executivo ressalta que a transição exige entendimento de contratos, prazos e flutuações de preços. Nesse sentido, a assessoria especializada será essencial para garantir segurança e clareza no processo.
“Nosso papel é garantir que o consumidor aproveite ao máximo os benefícios dessa abertura, com transparência e estratégia”, completa.

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