Setor busca alternativas para atrair e reter profissionais diante da falta de trabalhadores qualificados
A escassez de mão de obra qualificada tem se consolidado como um dos principais entraves ao crescimento industrial em São Paulo. Levantamento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) mostra que 77% das empresas enfrentaram dificuldades para preencher vagas entre o início de 2024 e março de 2025, especialmente entre candidatos de 21 a 30 anos.
Cenário de pleno emprego
Segundo a FIESP, fatores como o aumento da informalidade, a defasagem na qualificação técnica e a baixa taxa de desemprego no país ajudam a explicar a situação. O Brasil se aproxima da condição de “pleno emprego”, o que reduz a disponibilidade de trabalhadores e intensifica os desafios de contratação em funções que exigem formação técnica especializada.
As empresas apontam como principais obstáculos à contratação a falta de qualificação (64,5%), a ausência de interessados (55%) e a pouca experiência profissional (44,2%).
Capacitação como estratégia
Para enfrentar o problema, a indústria tem apostado em parcerias com instituições de ensino técnico e profissionalizante. Cursos de formação inicial e continuada, direcionados a áreas específicas da produção, têm se tornado uma alternativa para preparar novos trabalhadores e atualizar a equipe já contratada.
Retenção de talentos
Além da qualificação, a retenção dos profissionais também representa um desafio. O setor tem ampliado o pacote de benefícios para reduzir a rotatividade, incluindo transporte, convênios médicos e odontológicos, espaços de bem-estar e incentivos voltados à qualidade de vida.
Tendência crescente
De acordo com especialistas em recursos humanos, oito em cada dez indústrias já investem na formação de profissionais sem experiência prévia. O movimento acompanha também a mudança no perfil do trabalhador, que valoriza flexibilidade, bem-estar e desenvolvimento contínuo, além da estabilidade no emprego.

