Especialista defende que mudanças na estrutura pública são decisivas para melhorar os serviços, reduzir burocracias e impulsionar investimentos
A Reforma Administrativa voltou à pauta em Brasília com apoio crescente de parlamentares, especialistas e setores produtivos. Para o economista e articulista Fernando Valente Pimentel, trata-se de um passo decisivo para a modernização do Estado brasileiro, com foco na melhoria dos serviços públicos, valorização dos servidores e atração de investimentos privados.
Mais do que conter gastos, é preciso transformar o serviço público
Em seu artigo, Pimentel argumenta que a Reforma Administrativa não deve ser encarada apenas como uma medida de contenção de despesas, mas como um processo profundo de transformação da máquina pública.
“Não se trata apenas de cortar gastos, como por vezes se tenta resumir o debate, mas de modernizar a máquina pública para que ela seja mais eficiente, produtiva e, sobretudo, voltada ao atendimento das necessidades da população”, afirma.
Segundo ele, a adoção de tecnologias, a automação de processos e a integração de sistemas são instrumentos-chave para alcançar um serviço público mais ágil, transparente e com foco no cidadão.
Valorização do servidor e meritocracia são pilares da proposta
Para Pimentel, o servidor público é peça central nesse processo e deve ser valorizado. A reforma, em sua visão, deve promover um ambiente meritocrático, com planos de carreira estruturados, capacitação contínua e possibilidade de mobilidade funcional.
“Valorizar o servidor é garantir um ambiente meritocrático, com planos de carreira bem estruturados, oportunidades de capacitação contínua e possibilidade de mobilidade funcional”, pontua.
Ele também destaca a necessidade de extinção de cargos obsoletos e a reestruturação do quadro funcional para atender às novas demandas sociais.
Ambiente reformado atrai mais investimentos
Outro aspecto apontado no artigo é o impacto positivo da reforma sobre o ambiente econômico. Um Estado mais eficiente e previsível cria condições favoráveis para a retomada dos investimentos privados, considerados por Pimentel como os principais vetores do desenvolvimento.
“Mesmo com o papel relevante dos bancos públicos de fomento, será o capital privado o principal impulsionador dos investimentos necessários ao nosso desenvolvimento”, observa.
Atualmente, o Brasil investe entre 17% e 18% do seu PIB, quando o ideal, segundo o articulista, seria algo próximo a 25%.
Reforma deve ser processo contínuo e adaptável
Por fim, Pimentel afirma que a Reforma Administrativa deve ser pensada como um processo permanente de atualização. Para ele, é fundamental que a estrutura estatal acompanhe a evolução da sociedade, das tecnologias e das demandas da população.
“Um Estado que se reforma é um Estado que respeita seu papel e sua população”, conclui.

