Expansão do setor impulsiona procura por formatos de baixo investimento e operação remota, especialmente entre novos empreendedores

O turismo encerra 2025 com desempenho acima do esperado e reacende o interesse de empreendedores pelo setor. No primeiro semestre, o segmento movimentou R$ 6,7 bilhões e registrou aumento de 12% no número de franquias de agências de viagens em operação no País, alcançando 3.089 unidades, segundo dados do setor. O comportamento confirma uma tendência mais ampla: viajar voltou a ocupar o centro do planejamento anual do consumidor brasileiro.

Esse avanço estimula formatos de negócio mais enxutos, especialmente os modelos de franquia home office, que têm atraído interessados em iniciar atividade com menor investimento inicial. Entre as redes que atuam nesse modelo está a TZ Viagens, que opera via sistema multimarcas e possui 309 unidades no País. O formato, que inclui taxa de franquia, treinamentos e acesso ao portfólio de produtos, tem sido procurado por quem busca estrutura simples e entrada mais barata no mercado.

Para Paulo Manuel, fundador da rede, o crescimento das agências está ligado à digitalização e ao papel consultivo do agente de viagens. Ele avalia que tecnologias como a inteligência artificial complementam a atuação dos profissionais do setor. “A IA acelera processos e organiza informações, mas o atendimento humano continua sendo o que fideliza o cliente”, afirma.

Outro movimento relevante é a interiorização das operações. Municípios com menor concorrência e demanda crescente por consultoria personalizada têm recebido mais unidades, favorecendo modelos de operação remota e estruturas mais leves.

O fim do ano marca o período de maior fluxo no setor, impulsionado pelas férias e festividades. Para quem inicia no segmento, a entrada nesse momento permite começar já em fase de alta procura. De acordo com Paulo, o planejamento do consumidor reforça a estabilidade do movimento. “As pessoas organizam o ano pensando nas viagens. Isso cria demanda recorrente”, observa.

Com indicadores sólidos, digitalização acelerada e formatos de franquia mais acessíveis, o turismo mantém um ciclo de crescimento consistente. Em meio às alternativas disponíveis no mercado, as operações home office e modelos multimarcas ganham espaço entre os empreendedores que buscam ingressar no segmento com custos menores e maior flexibilidade.

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