Estrutura modular de 4 mil blocos instalada no Parque de Inovação Tecnológica (PIT) transforma resíduos pós-consumo em solução sustentável e de longa vida útil para o setor imobiliário e comercial
Uma casa construída a partir de quatro mil blocos modulares de plástico pós-consumo está aberta à visitação no Parque de Inovação Tecnológica (PIT), em São José dos Campos. A estrutura, que resgatou duas toneladas de resíduos plásticos que seriam descartados, serve como modelo prático de economia circular aplicada à construção civil e permanecerá no local até novembro.
A iniciativa materializa o conceito de obra sustentável ao transformar materiais plásticos coletados e processados em blocos de polipropileno. Desenvolvidos pela indústria brasileira Fuplastic, os “tijolos” inteligentes são montados por sistema de encaixe, dispensando o uso de água e insumos tradicionais em um processo totalmente modular e a seco.
A instalação no PIT busca aproximar agentes de inovação, pesquisadores e a sociedade de alternativas tecnológicas de baixo impacto ambiental para o setor imobiliário.
Para Bruno Frederico, CEO da Fuplastic, o projeto demonstra a viabilidade de conferir utilidade de longo prazo a materiais descartáveis:
“Quando uma pessoa entra em uma casa construída com duas toneladas de plástico pós-consumo, a discussão sobre reciclagem deixa de ser abstrata. Ela consegue enxergar onde aquele material pode chegar. Nosso desafio é justamente criar novas aplicações que mantenham o plástico em uso, com função e valor, por muitos anos.”
Aplicações na construção modular e sustentabilidade
O sistema construtivo modular desenvolvido pela companhia apresenta versatilidade para diferentes perfis de projetos:
- Habitação e Infraestrutura: Aplicação viável desde moradias populares até residências de alto padrão e projetos de infraestrutura urbana.
- Projetos Comerciais: Facilidade de montagem e desmontagem para estruturas corporativas e de varejo.
- Redução de Impacto Ambiental: Diminuição drástica de resíduos de obra e reaproveitamento de plásticos pós-consumo em ciclos de vida prolongados.
A tecnologia reforça a tendência de substituição de métodos tradicionais de alvenaria por soluções industrializadas que otimizam prazos de execução e promovem a sustentabilidade no canteiro de obras.
