Estudo do IBGC destaca a relevância de adaptar estruturas em companhias de capital fechado; especialista Farias Souza explica as atribuições e responsabilidades de cada órgão

A escolha da estrutura de governança corporativa ideal tem se tornado um passo estratégico para empresas de diferentes portes e fases de maturidade. Uma publicação lançada em abril de 2026 pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) ressalta a importância de avaliar a estrutura societária, o grau de maturidade do negócio e a dinâmica familiar ao implementar esses colegiados em empresas de capital fechado.

Para Farias Souza, fundador e diretor executivo da Board Academy — empresa especializada na formação e certificação de conselheiros e empresários —, o papel desses fóruns evoluiu significativamente.

“O conselho deixou de ser uma formalidade e passou a ocupar um papel ativo nas decisões. Hoje, existe uma cobrança maior por posicionamento, por participação real e por responsabilidade sobre os rumos da empresa.”

Diferenças e atribuições de cada modelo

A definição sobre qual conselho implementar depende diretamente da necessidade da organização, seja para validar diretrizes estratégicas, formalizar poderes ou fiscalizar a gestão:

  • Conselho Consultivo: Formado por especialistas externos para recomendar caminhos, avaliar investimentos e testar premissas operacionais e financeiras. Não possui valor vinculante sob o ponto de vista legal nem transfere autoridade deliberativa, mantendo a palavra final com sócios e diretores.
  • Conselho de Administração: Responsável por orientar formalmente os negócios, eleger diretores e supervisionar a gestão. Obrigatório em companhias abertas, suas deliberações têm respaldo estatutário e normativo, com força de decisão executiva.
  • Conselho Fiscal: Atua de forma independente focado na fiscalização dos atos de gestão e do exame rigoroso das demonstrações financeiras, garantindo conformidade e proteção aos acionistas.

A relevância da atuação técnica e atuante

Segundo Farias Souza, a eficiência de um colegiado depende do fornecimento adequado de informações, do rigor nas análises de riscos e da liberdade para questionamentos estruturados sobre os rumos do negócio:

“O conselheiro precisa tensionar quando necessário, questionar com profundidade e contribuir de forma efetiva para o futuro da empresa.”

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