Nesta época do ano, com despesas inerentes à volta às aulas dos filhos e netos, imposto predial, licenciamento de automóveis e eventuais dívidas remanescentes do ano anterior, muitos funcionários públicos, inclusive aposentados, ficam mais suscetíveis à grande oferta de crédito consignado do mercado

Artur Marques, presidente da Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo (AFPESP), ao comentar a reunião do Copom nesta quarta-feira (1º/02), alerta sobre os cuidados que os servidores da ativa e aposentados devem tomar com relação aos empréstimos consignados. A manutenção da Selic em patamares elevados acaba impactando os empréstimos, embora os juros nessa modalidade sejam proporcionalmente mais baixos do que os de mercado.

Além disso, é preciso cuidado com as ofertas, feitas de modo insistente por grande número de instituições financeiras e correspondentes bancários. Nem sempre as promessas de condições favoráveis correspondem à realidade. Cabe considerar sempre que o consignado tem risco zero para a instituição, pois os descontos das parcelas são automáticos na folha de pagamentos. “Por isso, nessa modalidade não cabe qualquer tipo de spread“, explica o presidente da AFPESP.
 

Como o consignado é bastante utilizado por funcionários públicos e aposentados, é preciso cuidado para que o desconto mensal não reduza muito os vencimentos reais. Assim, o primeiro cuidado é conferir se o comprometimento da renda não ultrapassará a 30% do valor do salário/provento. Este é o limite máximo permitido por lei.
 

Outro cuidado refere-se às ofertas das instituições financeiras sobre a renegociação do empréstimo com redução do valor mensal das parcelas. Normalmente, quando isso acontece, a incidência dos juros é maior, mas é diluída com o aumento do número de prestações. Ou seja, o tomador do empréstimo ficará mais tempo pagando e o valor final total será bem maior.
 

É importante observar, também, o peso do resgate do consignado na soma do orçamento mensal. Por exemplo, se a pessoa já está pagando uma prestação de um bem adquirido a prazo, o acúmulo dos dois compromissos financeiros mensais poderá extrapolar a capacidade de pagamento.
 

É muito importante, caso seja mesmo necessário contratar um empréstimo, pesquisar e verificar qual a melhor taxa e as condições mais adequadas oferecidas pelo mercado financeiro. A modalidade do consignado deve ter juros menores e, por isso, é mais vantajosa. No entanto, é preciso ter cuidado e escolher a melhor alternativa para evitar problemas“, pondera Artur Marques.

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