Quando equipe e ambiente estão bem apresentados, a experiência melhora; especialista lista 10 recomendações para acertar na escolha dos uniformes
A forma como os profissionais da saúde se apresentam influencia diretamente a percepção dos pacientes. Estudo da Global Healthcare Branding aponta que uma identidade visual consistente aumenta em até 40% a confiança. Já a Federação Internacional de Hospitais registrou 25% menos reclamações em instituições com equipes facilmente identificáveis. Outro estudo, do Journal of Nursing and Midwifery Research, mostrou que scrubs (“pijamas cirúrgicos”) em cores sólidas transmitem mais profissionalismo e reduzem a ansiedade em comparação ao branco tradicional.
“A padronização vai além da estética: quando o paciente percebe harmonia visual, do uniforme aos materiais da clínica, isso transmite seriedade, cuidado e respeito. Vestimentas definidas por função refletem profissionalismo e agilizam a comunicação. O resultado é fluidez no atendimento e menor ansiedade para o paciente”, explica Éber Feltrim, especialista em gestão de negócios na saúde e CEO da SIS Consultoria, com 30 anos de atuação no setor.
Para ele, uniformes devem ser vistos como investimento, não despesa. “Eles organizam o ambiente, melhoram a comunicação e fortalecem o senso de pertencimento da equipe. Além disso, alinham colaboradores aos valores da empresa e reforçam a marca junto ao público”.
O especialista lista ainda 10 recomendações para clínicas que desejam transmitir confiança por meio da imagem profissional:
Serviço — 10 recomendações para escolher uniformes em clínicas de saúde
- Cores institucionais: alinhar aos tons da marca reforça identidade.
- Diferenciação por função: paletas distintas para recepção, enfermagem e corpo clínico.
- Conforto e praticidade: tecidos respiráveis e de fácil higienização.
- Logotipo visível: bordado ou estampado em local estratégico.
- Acessórios padronizados: jalecos, crachás e calçados no mesmo padrão visual.
- Simulação prévia: testar protótipos no ambiente antes de adotar.
- Cuidados de manutenção: treinar a equipe para preservar a boa apresentação.
- Adaptação por estação: versões adequadas para verão e inverno.
- Durabilidade: peças resistentes reduzem reposição constante.
- Atualização periódica: renovar modelos a cada 3 ou 4 anos.
Feltrim destaca ainda que a padronização não é exclusividade de grandes hospitais. Consultórios de menor porte também podem adotar práticas acessíveis de identidade visual, garantindo competitividade e clareza no atendimento — especialmente em períodos de maior demanda, como o mês de julho, marcado por férias e alta rotatividade de pacientes.

