Apesar do alto consumo de notícias em plataformas digitais, portais, jornais e emissoras tradicionais seguem como as fontes mais confiáveis para quase 90% da população brasileira
Mais de 70% dos brasileiros utilizam as redes sociais como principal meio para se informar, mas apenas 17% dizem confiar no conteúdo consumido nessas plataformas. Os dados fazem parte de uma pesquisa inédita realizada em todo o Brasil pela PYXYS em parceria com a Opinion Box.
O levantamento também mostra que o consumo de notícias no país é elevado: nove em cada dez brasileiros afirmam se informar diariamente. Mesmo assim, o hábito de acessar diretamente sites jornalísticos tradicionais permanece forte, especialmente quando o critério é confiança.
Para Andrés Bruzzone, CEO da PYXYS, o protagonismo das redes sociais no consumo de notícias não significa credibilidade automática. “O uso severo das redes sociais reflete exatamente no acesso a notícias com maior frequência hoje. Mas isso não quer dizer confiança. O leitor continua buscando fontes que transmitam segurança e credibilidade”, afirma.
Os veículos de mídia tradicionais lideram nesse aspecto. Quase 90% dos entrevistados afirmam confiar em portais de notícias, jornais impressos e emissoras de TV e rádio. “A gente percebe que, quando o portal é confiável, o leitor volta. É simples assim. Um conteúdo bem feito, claro e correto faz a pessoa querer se informar de novo, e isso mantém a audiência”, destaca Bruzzone.
Confiança editorial influencia decisões de compra
Além da credibilidade, a pesquisa aponta que o conteúdo editorial exerce influência direta sobre o consumo. Segundo o levantamento, 85,6% dos brasileiros afirmam que já foram impactados por matérias jornalísticas na decisão de compra de produtos ou serviços.
A confiança no veículo também pesa na performance publicitária: 74% dizem considerar a reputação do portal antes de clicar em um anúncio, enquanto 64% afirmam interagir mais com propagandas quando percebem coerência entre o tema da matéria e o anúncio exibido.
Para Bruzzone, esse ambiente de confiança é decisivo para a conversão. “Ao construir conteúdo em parceria com marcas, unindo informação, dados e contexto, criamos experiências que efetivamente ajudam na jornada de compra. É assim que se transforma a audiência em resultado para portais e parceiros”, afirma.
O estudo revela ainda diferenças geracionais nesse comportamento. Entre jovens de 16 a 24 anos, 32,58% afirmam que conteúdos editoriais já os levaram a realizar uma compra online. Já entre pessoas com 50 anos ou mais, esse percentual cai para 16,67%.
Formatos mais curtos e avanço do audiovisual
Apesar da preferência por portais de notícias, o levantamento indica mudanças no consumo de conteúdo. Uma em cada cinco pessoas afirma não ler as matérias até o fim, enquanto mais de 40% dizem preferir textos mais curtos e resumos.
“O usuário quer algo ágil e direto. Por isso é importante investir em vários formatos e sair do tradicional, oferecendo conteúdo também nas redes sociais, criando sua própria newsletter e explorando podcasts”, explica Bruzzone.
O audiovisual ganha cada vez mais espaço na rotina informativa dos brasileiros. Quase 60% da população prefere se informar por vídeos online ou podcasts, e quatro em cada dez entrevistados afirmam não consumir mais notícias pela televisão tradicional.
Entre as redes sociais, o Instagram lidera como principal fonte de informação, utilizado por mais de 83% dos brasileiros. Em seguida aparece o YouTube, com 71%, reforçando a preferência por formatos visuais. O TikTok, por sua vez, cresce rapidamente e já é usado por quase metade da população como canal de atualização diária.
Para o CEO da PYXYS, o cenário reforça a importância de investir em qualidade editorial aliada à distribuição estratégica. “Quando o conteúdo é bem produzido, contextualizado e distribuído nos canais certos, ele informa, engaja e fortalece a credibilidade do portal. Assim, os veículos conseguem conectar jornalismo, dados e tecnologia para garantir rentabilidade e, ao mesmo tempo, acesso à informação confiável”, conclui.

