No Brasil, o Carnaval é bem mais que uma expressão cultural ou festa popular. É um evento de alguns dias que se consolidou, também, em um formato econômico sofisticado e cada vez mais profissionalizada. O que antes girava, para olhares menos atentos, em torno de blocos espontâneos e festas locais hoje opera dentro de uma lógica empresarial, com planejamento estratégico e modelos replicáveis. E é justamente nesse cenário que as franquias operam por identificar terreno fértil para crescer, transformando a tradição em produto cultural que identifica ao mesmo tempo que atende um público cada vez maior e disposto a consumir experiências completas relacionadas ao tema.

Dos abadás ao blocos com grandes nomes, em diversas cidades já se pode observar uma nova tendência que acomoda o novo e o velho carnaval. Um dos exemplos mais visíveis são os trios elétricos e os famosos camarotes que passaram a funcionar tal como verdadeiras agências para difundir marcas. À reboque dessa grande Broadway ao ar livre que existe no Brasil, empresas especializadas na estruturação do evento atuam e muitas delas são franquias, como de móveis, som, iluminação, bebidas premium e hospitalidade. Nesse recorte, os abadás ganharam novo significado e deixaram de ser apenas ingressos para se tornarem peças de moda sazonal e personalizáveis. Há empresas que exploram o design, a logística rápida e pontos de venda temporários que são estrategicamente posicionados, proporcionando um retorno do investimento sazonal em poucas semanas, porém de um produto pensado e trabalhado ao longo de um ano inteiro.

A experiência diferenciada que, agora, e vendida tal como produto e outro ramo em franca expansão. Diversas Agências de Turismo, muitas delas Franqueadas, oferecem pacotes que incluem transporte, hospedagem, acesso a blocos, festas fechadas e até roteiros dos sonhos. Na lógica de quem busca experiência e conforto, entregar pacotes que associam segurança e curadoria é um bônus diferencial. A abrangência de um evento tão singular e tão enraizado no país traz ainda, em paralelo, diversos outros negócios que vão desde a maquiagem temática, aluguel de fantasias, customização de roupas até o fornecimento de alimentação rápida e saudável voltada ao público que acompanha o carnaval, além daqueles que optam por desfilar.

No Brasil plural que temos, o Carnaval se manifesta e cresce também no interior com experiência a universitários e a famílias que buscam lazer fora dos grandes centros. Existe público de todos os tipos, e programações para todas as idades. Seja aproveitando o feriado, trabalhando ou descansado, o Carnaval ensina muito tempo que é uma engrenagem cultural e social que produz valor e por isso é consumido. A festa com maior visibilidade no país virou mais que uma vitrine de negócios, virou um exemplo de como ações coordenadas e cooperadas, mesmo que muitas vezes sem apoio governamental, é capaz de gerar renda, produzir divisão entre aqueles que trabalham na construção do evento. No desfile desse ano, não deixe o bloco da sua empresa desafinar na avenida.

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