Esta coluna nasceu falando de Transformação Digital. Mas chegou a hora de dizer, sem rodeios: tecnologia não muda cidades, não muda economias e não muda futuros. Quem muda tudo isso são pessoas. E, se não tivermos coragem de encarar essa verdade agora, vamos perder mais uma década discutindo ferramentas enquanto o mundo avança.

Escrevo a partir de Atibaia, uma cidade linda, estratégica e cheia de potencial. Justamente por isso, não podemos mais nos dar ao luxo da acomodação. O momento é decisivo — para o município, para a região, para o país e para o planeta. O futuro não está esperando consenso, não está esperando licitação, não está esperando desculpas. Ele já começou.

Atibaia pode ser protagonista. Pode se tornar referência em desenvolvimento econômico sustentável, inovação, pesquisa e qualidade de vida. Mas isso não vai acontecer com discursos confortáveis nem com projetos isolados. Vai exigir ruptura. Vai exigir sair do lugar-comum. Vai exigir uma TRANSFORMAÇÃO real de mentalidade, de comportamento e de responsabilidade coletiva.

Fala-se exaustivamente em Inteligência Artificial. Ótimo! Mas de que adianta IA sem inteligência humana? De que adianta algoritmo se falta educação, visão crítica, colaboração e propósito? A urgência não é tecnológica — é humana. Educação, formação, capacitação e cultura precisam ser tratadas como prioridade absoluta.

E aqui está o ponto mais desconfortável: soft skills não se compram, não se terceirizam e não se improvisam. Elas exigem esforço, tempo e mudança de atitude. Exigem menos ego, menos vaidade institucional, menos individualismo. Exigem mais escuta, mais empatia, mais trabalho em equipe. Transformação não acontece com heróis solitários, mas com times maduros.

Valorizar pessoas não é slogan. É prática diária. É sorrir menos para a câmera e mais para quem está do lado. É errar, aprender, corrigir e tentar de novo. É construir conquistas que não tenham CPF, mas tenham identidade coletiva. Cidade forte não é a que aparece mais, é a que funciona melhor.

Ou entendemos isso agora, ou continuaremos discutindo o futuro enquanto ele acontece sem nós.

Em 2026, Atibaia tem ações concretas no horizonte:

  • Implantação do Centro de Inovação Tecnológica;
  • Fortalecimento das cadeias produtivas de Autopeças, Agronegócio, Turismo Corporativo e TIC;
  • Trilha estruturada para startups;
  • Ideathon;
  • Programas de capacitação profissional;
  • Conecta Crédito;
  • Encontros de Negócios;
  • Apoio ao empreendedor;
  • Simplificação e desburocratização para abertura e licenciamento de empresas;
  • Comércio Exterior;
  • Marketing Digital, e-commerce e delivery;
  • Sandbox Atibaia,
  • dentre outras.

A pergunta não é se Atibaia pode.
A pergunta é se nós estamos preparados para mudar.

Isso não é discurso. É compromisso. E compromisso exige AÇÃO.

Então repito:
Você vai fazer parte da transformação ou continuar apenas assistindo?

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