Influenciadora Gkay. (Foto: Instagram @gessica/reprodução)

O episódio envolvendo GKay evidencia como criadores da economia criativa, mesmo com alto faturamento, podem enfrentar dificuldades de liquidez diante da irregularidade nos recebimentos e da falta de instrumentos financeiros adequados

A influenciadora Gkay está no centro de uma suposta disputa judicial com um banco brasileiro em função de uma dívida milionária. Situações como essa revelam um problema recorrente na economia criativa: a desconexão entre geração de receita e liquidez. Para João Pedro Novochadlo, CMO do Grupo DUX*, o episódio ilustra como criadores e influenciadores, mesmo com alto faturamento, podem enfrentar dificuldades financeiras devido à irregularidade nos recebimentos e à falta de instrumentos adequados de gestão de fluxo de caixa.

João Pedro Novochadlo (Foto: divulgação)

O que faltam na organização financeira de profissionais do setor criativo são instrumentos adequados de gestão de fluxo de caixa. O desafio não é apenas acesso a crédito, mas acesso ao tipo certo de crédito, estruturado a partir da realidade de quem cria e recebe depois. Esse é um movimento que vem ganhando força globalmente e que deve se intensificar no Brasil“, avalia João Pedro.

O cenário reforça a necessidade de evolução das soluções financeiras disponíveis para esse público. Segundo a Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2025, da PwC Brasil e da Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD), o volume de crédito concedido por fintechs no país já ultrapassa R$ 35 bilhões, refletindo a crescente demanda por alternativas ao modelo tradicional.

A dinâmica da economia criativa é baseada em projetos, contratos e pagamentos futuros. Bancos tradicionais, muitas vezes, não aceitam nem entendem este funcionamento. Nesse contexto, cresce a relevância de alternativas como antecipação de recebíveis e ferramentas de organização financeira, que permitem maior previsibilidade e reduzem o risco de endividamento. Estamos vendo uma mudança importante na forma como o mercado enxerga a economia criativa. Não se trata apenas de financiar, mas de estruturar financeiramente esse setor. Quando há previsibilidade de caixa, o criador deixa de operar no limite e passa a tomar decisões mais estratégicas, sustentando o crescimento no longo prazo“, conclui o executivo.


*Grupo DUX: holding de soluções financeiras voltadas ao setor da economia criativa.

Compartilhar:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *