Da Redação.
O número, o maior em quatro anos, é impulsionado pela busca por flexibilidade e autonomia, fortalecendo setores como o de Venda Direta, que se apoia em ferramentas digitais para crescer
O Brasil atingiu a marca de 47 milhões de empreendedores, o maior número registrado nos últimos quatro anos, conforme aponta o levantamento Global Entrepreneurship Monitor (GEM 2024). O crescimento é impulsionado por uma mudança significativa no perfil profissional, com cada vez mais brasileiros buscando flexibilidade, autonomia e a construção de múltiplas fontes de renda, fenômeno que se reflete diretamente na expansão de setores como o de Venda Direta.
Essa busca por um novo modelo de trabalho, que une independência com a possibilidade de complementar a renda, encontra um campo fértil na Venda Direta. O setor, que hoje conta com 3 milhões de profissionais ativos no país, movimentou R$ 50 bilhões em 2024. Para Adriana Colloca, presidente executiva da Associação Brasileira de Empresas de Venda Direta (ABEVD), os números confirmam uma tendência de comportamento. “O empreendedorismo por meio da Venda Direta representa um caminho para a autonomia profissional e a realização pessoal, alinhado ao desejo contemporâneo por maior controle sobre a carreira e o tempo“, analisa.

A transformação digital é o pilar que sustenta essa expansão. Longe de ser um negócio apenas “de porta em porta”, a atividade empreendedora moderna é amplamente digitalizada. Prova disso é que 80% dos atuantes no setor utilizam o WhatsApp como principal ferramenta de negócios, enquanto 71,3% dependem das redes sociais para divulgar produtos e se relacionar com clientes. Essas plataformas deixaram de ser apenas canais de comunicação para se tornarem verdadeiros escritórios e vitrines virtuais.
O perfil deste novo exército de empreendedores é majoritariamente feminino, com as mulheres representando 60% da força de trabalho na Venda Direta. O mercado é diversificado, com destaque para categorias como Cosméticos e Cuidados Pessoais (42,7%), Vestuário e Acessórios (18%), Produtos de Nutrição (11,5%) e Artigos para o Lar (8,6%), demonstrando a capilaridade e a capacidade do modelo de se adaptar a diferentes nichos de consumo.

