Estudo da Okto Payments na América Latina identifica que 87,9% dos usuários exigem processamento em menos de 60 segundos; para a Geração Z, o limite cai para 30 segundos

Um novo padrão de comportamento digital está redefinindo o varejo, as apostas e os investimentos online na América Latina: a Economia do Impulso. Um estudo inédito realizado pela Okto Payments revela que o consumo espontâneo já domina a região, mas a infraestrutura de pagamentos das empresas ainda não acompanha a velocidade de decisão dos usuários, gerando perdas diretas de receita.

A pesquisa “Playing Differently in LatAm: How a New Generation of Players is Redefining the Payment Experience”, conduzida com 620 consumidores e empresas no Brasil, Argentina e Chile, mostra que 95% dos entrevistados realizam compras ou investimentos não planejados enquanto executam outras tarefas. Para 37,5% desse público, o consumo por impulso representa mais de 30% de toda a sua atividade digital mensal.

O fator 60 segundos

O estudo estabelece um limite crítico para a conversão: 87,9% dos usuários esperam que o pagamento seja processado em menos de um minuto. O nível de exigência aumenta entre os Millennials e a Geração Z, onde 52,5% demandam a conclusão da transação em menos de 30 segundos.

Quando esses prazos não são cumpridos, o impacto é imediato: 29% dos consumidores abandonam a transação na hora, sem uma segunda tentativa. Outros 48% afirmam que podem tentar mais tarde, embora o estudo ressalte que, no contexto do imediatismo, essa intenção raramente se converte em retorno efetivo.

Gatilhos e janelas de conversão

A “Economia do Impulso” opera em picos extremos. Segundo a pesquisa, 55,6% dos comerciantes relatam que um terço de todo o seu volume de transações se concentra nos primeiros cinco minutos após um gatilho externo — como um gol em uma partida ao vivo ou uma promoção relâmpago. Ironicamente, quase 40% dos usuários admitem ter menos paciência com lentidão justamente nesses momentos de alta demanda.

Para Andre Boesing, General Manager South LatAm da OKTO PAYMENTS, os pagamentos deixaram de ser apenas o fechamento da jornada para se tornarem o fator decisivo da venda. “A conversão não depende mais da intenção, mas sim da velocidade. Se você não processa em segundos, você fica para trás”, afirma.

O gargalo das empresas

Apesar de 75,9% das empresas reconhecerem que pagamentos instantâneos são críticos para a retenção, o estudo aponta um descompasso operacional: 47,4% dos comerciantes admitem que a fricção nos pagamentos já prejudica suas taxas de conversão.

O dado mais revelador do estudo mostra que o acesso imediato aos fundos (28,8%) é o fator mais valorizado pelos usuários para a fidelização, superando critérios tradicionais como preço, variedade de produtos ou atendimento ao cliente. “Há um intervalo onde a receita se perde entre a rapidez da decisão e o tempo de processamento. Sistemas que funcionam bem no dia a dia falham sob a pressão da Economia do Impulso”, conclui Boesing.

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