Da Redação.
Estado foi responsável por quase 25% do total de postos de trabalho criados no país. Setor de Serviços gerou mais da metade das vagas paulistas, com destaque para a contratação de mulheres e jovens
O estado de São Paulo se consolidou como o principal motor na geração de empregos formais do Brasil em 2025, ao criar um saldo positivo de 311.228 novas vagas com carteira assinada. O resultado, que representa quase um quarto do total de 1,27 milhão de postos gerados em todo o país, foi impulsionado majoritariamente pelo dinamismo do setor de Serviços. Os dados, divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego através do Novo Caged, mostram que todos os grandes grupos de atividades econômicas paulistas fecharam o ano no azul.

O grande protagonista do aquecimento do mercado de trabalho no estado foi o setor de Serviços, que sozinho abriu 184.858 novos postos, respondendo por quase 60% do total. Na sequência, aparecem os setores de Comércio, com a criação de 61.583 vagas, Construção (23.591), Indústria (22.638) e Agropecuária (18.559), evidenciando um crescimento econômico diversificado ao longo do ano.
O perfil dos novos contratados revela tendências importantes sobre a força de trabalho paulista. As mulheres ocuparam a maior parte das novas vagas, com um saldo de 195.409 postos, contra 115.819 para os homens. Jovens entre 18 e 24 anos foram o grupo etário mais beneficiado, preenchendo 276.481 vagas, enquanto profissionais com ensino médio completo foram os mais absorvidos pelo mercado, com 245 mil novos empregos.
A geração de empregos não se concentrou apenas na capital. Embora a cidade de São Paulo tenha liderado com a criação de 101.818 postos, municípios da região metropolitana também se destacaram como polos de contratação, com Osasco (24.916), Guarulhos (12.836) e Barueri (9.087) apresentando saldos expressivos.
Em âmbito nacional, o Brasil encerrou 2025 com um estoque de 48,47 milhões de trabalhadores com carteira assinada, um crescimento de 2,71% em relação ao ano anterior. Todas as cinco regiões e as 27 Unidades da Federação registraram desempenho positivo, com São Paulo, Rio de Janeiro (100.920) e Bahia (94.380) liderando em números absolutos.

