Assim como muitos nutricionistas afirmam que “somos o que comemos”, ao cuidar do nosso corpo, eu me arrisco a dizer que somos o que lemos. O que consumimos de informações, literatura e histórias tem um impacto profundo na nossa saúde mental, emocional e até mesmo na nossa criatividade. Em um mundo cada vez mais acelerado, onde somos bombardeados por estímulos e distrações digitais, reservar um tempo para ler e escrever se tornou um ato de amor próprio, um cuidado profundo com nossa mente e alma.

Sou imensamente grata por poder escrever nesta coluna, pois ela me oferece a oportunidade de compartilhar essa paixão e, acima de tudo, de estimular a outros leitores a mergulharem no universo dos livros e jornais. A leitura, assim como a alimentação saudável, é uma prática que nutre e protege. E ao praticá-la, estamos cuidando de nós mesmos, fortalecendo nossa saúde mental e emocional de maneira tão essencial quanto a prática de exercícios físicos.

A leitura é uma porta aberta para o autoconhecimento e para o crescimento pessoal. Ao ler, ampliamos nosso vocabulário, aprimoramos nossa capacidade crítica e desenvolvemos empatia ao nos colocarmos no lugar de personagens e autores. Cada página lida é um convite para viajar por diferentes realidades, culturas e ideias, enriquecendo nossa visão de mundo. Além disso, a leitura regular ajuda a reduzir o estresse, melhora a concentração e fortalece a memória, benefícios que impactam diretamente nossa saúde mental.

Escrever, por sua vez, é um exercício de expressão e reflexão. Colocar pensamentos no papel ou na tela nos ajuda a organizar ideias, compreender melhor nossas emoções e dar sentido às experiências vividas. A escrita pode ser terapêutica, um espaço seguro onde podemos explorar nossos sentimentos sem julgamentos. Ao escrever, criamos um diálogo interno que promove a autoconsciência e o equilíbrio emocional. É também uma forma de deixar um legado, registrar histórias e compartilhar aprendizados com outras pessoas.

Em tempos em que o consumo rápido de informações predomina, valorizar o hábito de ler e escrever (em especial, a mão) é fundamental para manter viva a cultura, a reflexão crítica e o pensamento independente. 

Estimular a leitura e a escrita é também promover o autocuidado coletivo. Quando incentivamos outros a dedicarem tempo a essas atividades, estamos contribuindo para uma comunidade mais consciente, produtiva, empática e saudável. 

Ler e escrever não são apenas habilidades acadêmicas ou profissionais; são ferramentas poderosas para o bem-estar emocional e intelectual.

Por isso, convido você, leitor, a reservar momentos do seu dia para manter suas leituras e também escrever suas impressões, pensamentos ou até mesmo pequenos textos, diários ou cartas. Permita-se esse cuidado consigo mesmo, essa pausa que alimenta a mente e o coração. 

A prática constante da leitura e da escrita pode transformar não apenas a sua vida, mas também a forma como você se relaciona com o mundo.

E, se você atua profissionalmente com outras pessoas, que tal considerar incentivar essa prática no seu ambiente de trabalho? Estimular pequenas pausas para a leitura e até mesmo para a escrita, podem impactar positivamente a produtividade, a criatividade e a satisfação no trabalho.Em resumo, ler e escrever são mais do que simples atividades; são exercícios de autocuidado que promovem saúde mental, crescimento pessoal e conexão social.

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