Manancial localizado nos municípios da região opera na Faixa 3 (Alerta); oscilação exige que indústrias e comércios locais fortaleçam a eficiência hídrica
O Sistema Cantareira iniciou o mês de setembro operando na Faixa 3 (Alerta), ao registrar 32,99% de seu volume útil no final de agosto, segundo dados da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). O indicador representa uma queda frente aos 36,67% verificados no encerramento de julho. Além de garantir a reservação hídrica do estado, o comportamento do sistema afeta diretamente cidades da região — como Bragança Paulista, Piracaia, Joanópolis, Nazaré Paulista, Atibaia e Vargem —, gerando impactos nos rios locais, na captação urbana e no setor produtivo regional.
A trajetória do manancial ao longo do ano reflete a volatilidade do sistema. Em janeiro, o Cantareira atingiu 19% de sua capacidade útil — o menor nível desde a crise hídrica de 2014 e 2015, conforme dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). A nova retração no segundo semestre reforça a necessidade de indústrias, comércios e prestadores de serviços locais tratarem a água como um ativo estratégico de continuidade operacional.
Impactos locais e estratégias de prevenção corporativa
A instabilidade na disponibilidade do recurso exige que as empresas da região adotem medidas preventivas antes da imposição de eventuais restrições de captação ou vazão:
- Mapeamento de Vulnerabilidades Regionais: Auditoria interna para identificar as etapas produtivas mais dependentes de água e mensurar os impactos operacionais de potenciais oscilações na rede pública ou em poços.
- Reuso e Tratamento de Efluentes: Implementação de tecnologias de recirculação de água e tratamento de efluentes para reduzir a dependência dos mananciais superficiais e subterrâneos da Bacia PCJ.
- Monitoramento de Perdas e Vistorias: Inspeção contínua em redes internas de distribuição para eliminar vazamentos e otimizar a eficiência do consumo diário.
- Diversificação de Fontes de Abastecimento: Avaliação de fontes alternativas homologadas e ampliação de reservatórios próprios para assegurar o funcionamento dos negócios em períodos de estiagem severa.
Analistas do setor ambiental ponderam que a implementação de planos de eficiência hídrica e controle de consumo no ambiente corporativo local diminui os custos de adaptação e protege as empresas contra oscilações climáticas e regulatórias.
