Estudo da PwC Brasil aponta avanços significativos em governança corporativa, auditoria e ética entre 2020 e 2025

São Paulo, 02 de setembro de 2025 — A governança corporativa das empresas brasileiras de capital aberto vem passando por um processo acelerado de amadurecimento nos últimos anos. Levantamento realizado pela PwC Brasil, com base nos Informes de Governança de 2025 entregues à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por 363 companhias listadas em bolsa, revela que 78,8% dessas organizações já possuem políticas formais de gerenciamento de riscos aprovadas pelo conselho de administração. Em 2020, esse índice era de apenas 54,6%, representando um salto de 24,2 pontos percentuais em cinco anos.

Segundo os dados, houve crescimento expressivo também na execução e monitoramento dessas políticas. Hoje, 81,8% das empresas afirmam que a diretoria executa e supervisiona ativamente os processos de gestão de riscos — um aumento de 20 pontos percentuais em relação a 2020. Já 72,2% das companhias realizam avaliações periódicas sobre a eficácia de seus sistemas de gestão, um avanço de 20,6 pontos percentuais no mesmo período. Outro dado que chama atenção é que 83,2% das empresas atribuem ao conselho de administração a responsabilidade formal de supervisionar controles internos e mecanismos de mitigação de riscos, contra 65,6% em 2020.

Avanços na auditoria

O estudo também aponta evolução significativa nas práticas de auditoria, tanto interna quanto independente. Em 2025, 45,5% das companhias contam com comitês de auditoria estatutários — estruturas responsáveis por supervisionar auditorias internas, avaliar riscos e garantir o cumprimento de normas e regulamentações. Em 2020, apenas 22,6% das empresas declaravam ter esse tipo de comitê.

Além disso, 77,7% das empresas afirmam que a auditoria independente reporta diretamente ao comitê de auditoria, contra 55,1% há cinco anos. Outro avanço relevante está na vinculação direta da auditoria interna ao conselho de administração, que subiu de 46,0% para 64,7% no período analisado.

Ética e conformidade

A criação de comitês de conduta, com autonomia e independência para avaliar questões éticas e de integridade, também cresceu significativamente. Em 2025, 57,9% das companhias já possuem esses comitês estruturados, contra 38,2% em 2020, um aumento de 19,7 pontos percentuais.

Empresas referência

Apesar dos avanços, apenas quatro companhias declararam cumprimento integral de todos os itens recomendados pelo Código Brasileiro de Governança Corporativa. Essas empresas se destacam como referência em padrões de transparência, responsabilidade corporativa e governança, segundo o levantamento.

O estudo reforça que, embora ainda haja espaço para evolução, as mudanças registradas nos últimos cinco anos indicam uma tendência de maior alinhamento das companhias brasileiras com boas práticas internacionais, fator essencial para atrair investidores e fortalecer o mercado de capitais no país.

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