Dados do IBGE e da ABF mostram que busca por praticidade e especialização mantém o segmento aquecido, registrando faturamento superior a R$ 70 bilhões no início do ano
Mesmo sob o impacto da taxa de juros e da seletividade do consumidor, o setor de serviços segue como o principal motor do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o segmento avançou 0,2% no segundo trimestre de 2026 em comparação aos três primeiros meses do ano. Na análise interanual — ante o mesmo período de 2025 —, o crescimento atingiu 1,5%.
O avanço é impulsionado por mudanças no comportamento de consumo, com maior demanda por conveniência, soluções digitais e atendimento especializado. Esse ambiente tem fortalecido redes de negócios estruturadas, com destaque para o setor de franquias. Levantamento da Associação Brasileira de Franchising (ABF) revela que o setor movimentou R$ 72,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026, uma alta de 10,1% frente ao mesmo intervalo do ano anterior.
Transformação nos hábitos e escalabilidade do modelo
A migração de preferência do consumidor — da aquisição simples de bens para a contratação de experiências e serviços recorrentes — altera a dinâmica do mercado nacional:
- Foco em soluções e conveniência: A decisão de compra passa a priorizar economia de tempo, especialização técnica e padronização do atendimento.
- Escalabilidade operacional: Modelos de franquia ganham espaço ao transformar demandas emergentes em operações padronizadas de rápida expansão.
- Resiliência do setor: A diversificação dos serviços prestados a pessoas físicas e empresas garante sustentação ao faturamento mesmo em períodos de desaceleração econômica geral.
Analistas do mercado de capitais e franchising apontam que a capacidade de adaptação às exigências do consumidor continuará ditando a velocidade de crescimento do setor nos próximos trimestres.
