Automação, redução de erros, integração entre setores e proteção de dados são alguns dos benefícios apontados para a adoção tecnológica nas rotinas financeiras
Adotar tecnologia nas rotinas financeiras já não é mais uma opção: é uma exigência do mercado atual. Segundo especialistas da Forvis Mazars, independentemente do porte da empresa, a modernização digital oferece ganho de eficiência, redução de erros, agilidade na tomada de decisões e maior integração entre áreas estratégicas da organização.
Automatização e confiabilidade nos processos
De acordo com Uipiquer dos Santos, sócio e COO da Forvis Mazars, rotinas manuais e repetitivas são mais suscetíveis a falhas humanas, o que pode gerar prejuízos, retrabalho e insegurança nos dados. “Além de ajudar na redução de erros, a tecnologia também pode beneficiar com a automação de tarefas, como contas a pagar ou receber, conciliação bancária e emissão de notas fiscais”, explica.
As ferramentas tecnológicas também permitem a visualização de informações em tempo real, otimizando a tomada de decisões. “Outro ponto importante é a gestão centralizada e a integração com setores como vendas, estoque e RH”, acrescenta o executivo.
Planejamento e engajamento são essenciais
Para uma adoção tecnológica eficaz, é necessário realizar um diagnóstico dos processos atuais e definir objetivos claros. O planejamento deve incluir avaliação de custos, escalabilidade, suporte técnico e segurança da informação.
“As empresas também precisam engajar e treinar seus colaboradores para reduzir resistências às mudanças. Após a implementação, é essencial monitorar os resultados por meio de indicadores-chave de desempenho (KPIs)”, afirma Uipiquer.
Proteção de dados como prioridade
Na era digital, proteger os dados financeiros das empresas é tão importante quanto operá-los com eficiência. “Firewalls e antivírus não bastam; é preciso integrar tecnologia, processos e conscientização”, alerta o executivo.
Entre as estratégias recomendadas estão o monitoramento 24/7, uso de criptografia e backups, treinamento contínuo contra fraudes, automação de processos e autenticação multifator (MFA) em sistemas críticos. Todas essas práticas devem seguir normas de segurança como a ISO 27001.

