Acabei de completar 60 anos de vida. Que vida FANTÁSTICA!

Por este motivo, peço licença. Vou usar este espaço para falar um pouco da minha trajetória e de tanta transformação que vivenciei ao longo dessas décadas.

Sou do tempo em que o voto era de papel e testemunhei a chegada das urnas eletrônicas. Vim de antes da internet, das redes sociais, do celular e do computador pessoal — e acompanhei, de perto, cada uma dessas revoluções silenciosas que foram redesenhando o mundo.

Quando tirei minha habilitação e queria viajar, os aplicativos de navegação GPS simplesmente não existiam. Era o bom e velho Guia Quatro Rodas e, claro, as orientações providenciais do frentista do posto mais próximo. Que revolução foi essa!

Poderia escrever por horas sobre tudo o que vi e vivi, mas não é esse o meu objetivo. Quero apenas propor uma reflexão, descrevendo um pouco da minha jornada.

Estudei bastante. Encontrei o amor da minha vida muito jovem e, também muito cedo, vieram as primeiras iniciativas empreendedoras. A primeira foi uma fábrica de piscinas de fibra de vidro — que loucura, que aventura! Mas a de maior destaque, sem dúvida, foi uma loja de materiais de construção, que deixou marcas profundas: algumas muito boas, outras, nem tanto.

Essa loja foi disruptiva desde a inauguração. Funcionava todos os dias, até as 21h, com um sistema de autoatendimento que, àquela época, ainda era uma grande novidade. O conhecimento adquirido, os resultados e as conquistas foram maravilhosos. Porém, vários fatores me levaram a não continuar — e as cicatrizes que ficaram provam que não podemos apagar os erros cometidos. Podemos, sim, aprender com eles. E essa lição levei quase 20 anos para compreender de verdade.

Nessa fase, tive o privilégio de integrar a diretoria da Associação Comercial e Industrial de Atibaia por seis anos. Quanto aprendizado! Quantas pessoas maravilhosas! Luzia, minha querida presidente, eu guardo o meu Dom Quixote até hoje — com muito carinho e gratidão.

Em 2006, veio o primeiro convite para atuar no setor público. Lá se vão 20 anos. Passei por várias cidades da região e participei de projetos que me orgulham profundamente, entre eles a implantação em Atibaia e Mairiporã, do projeto iniciado no estado de São Paulo a partir de 2010, da transformação dos processos de abertura e licenciamento de empresas — de pilhas e mais pilhas de papéis, pastas e documentos repetidos inúmeras vezes, para um sistema totalmente digital, com uso das mais modernas ferramentas tecnológicas. Ver essa mudança acontecer foi, de fato, emocionante.

Em 2014, passei a atuar como professor do ensino técnico profissionalizante. Na ETEC Carmine Biagio Tundisi, vivi momentos e encontrei pessoas que carrego no coração. Quantos projetos, quantas histórias. Saudades eternas!

Atravessei a pandemia de Covid-19. Foi assustador. As aulas e reuniões migraram para o mundo virtual e a tecnologia revelou, naquele momento sombrio, o seu papel verdadeiramente transformador — em todas as áreas da vida.

Em 2025, recebi o convite para escrever esta coluna. Obrigado, Lina!

E depois de carregar por tantos anos o peso dos erros do passado, aprendi — finalmente — que não podemos reescrever a história. Mas podemos aprender com ela e seguir em frente, com mais leveza e sabedoria.

Tenho muita fé. Acredito, com todo o meu ser, que Deus está conosco sempre — especialmente nos momentos em que mais duvidamos.

Há muita transformação pedindo passagem.

Vem com a gente!

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