Da Redação.

O período do Dia das Mães registra um risco de fraude 8,3% maior que a média anual, segundo levantamento da Serasa Experian. O prejuízo potencial para consumidores e varejistas pode chegar a quase R$ 115 milhões

O levantamento, que analisou as duas semanas que antecederam o Dia das Mães de 2025, registrou mais de 102 mil tentativas de fraude no e-commerce brasileiro, uma média de cinco golpes por minuto. O estudo aponta que a data se tornou a mais arriscada do varejo, superando outros períodos de alto volume de vendas. A taxa de fraude chegou a 1,3%, o que equivale a 13 tentativas de golpe a cada mil pedidos.

Rodrigo Sanchez (Foto: divulgação)

Segundo Rodrigo Sanchez, Diretor de Autenticação e Prevenção à Fraude da Serasa Experian, o cenário é resultado de uma combinação de fatores que favorece os criminosos. “Datas promocionais como o Dia das Mães combinam maior volume de transações, senso de urgência do consumidor e operações mais pressionadas nas empresas. Os golpistas exploram desde ofertas falsas e links maliciosos até o uso de identidades sintéticas e fraudes de chargeback que afetam diretamente a receita das empresas“, afirma.

A prevenção, segundo o especialista, precisa avançar em duas frentes: a educação do consumidor para reconhecer os sinais de golpe e a adoção de tecnologias antifraude em camadas por parte das empresas.

Como se proteger: dicas para consumidores e empresas

Para o consumidor, a principal arma é a desconfiança e a verificação. As orientações são:

  • Desconfiar de promoções com preços muito abaixo do mercado.
  • Confirmar se o site é oficial antes de finalizar a compra, checando reputação e contatos.
  • Não compartilhar senhas ou dados bancários fora de ambientes seguros.
  • Evitar clicar em links recebidos por mensagens sem verificar a procedência.
  • Monitorar o CPF e as movimentações financeiras com frequência.

Do lado das empresas, a estratégia de prevenção é mais complexa e exige investimentos em tecnologia e processos. As principais recomendações são:

  • Reforçar a validação de identidade, com credenciais autenticadas e biometria.
  • Ajustar regras de risco para identificar comportamentos atípicos em períodos de pico.
  • Intensificar a checagem de inconsistências cadastrais e dispositivos suspeitos.
  • Manter comunicação clara com o cliente sobre os canais oficiais da marca.
  • Equilibrar segurança e experiência, aplicando barreiras robustas apenas diante de sinais claros de fraude para não prejudicar o usuário legítimo.
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