Pesquisas do LinkedIn, Fórum Econômico Mundial e PwC indicam que habilidades comportamentais e liderança empática ganham prioridade com o avanço da inteligência artificial
A capacidade técnica, isoladamente, deixou de ser garantia de ascensão ou relevância no ambiente corporativo. Com a aceleração da automação e da inteligência artificial, habilidades interpessoais — como escuta ativa, clareza na exposição de ideias, empatia e construção de relacionamentos de confiança — assumiram o centro das decisões de contratantes e lideranças.
O movimento é ratificado por dados de mercado. Levantamento do LinkedIn sobre as habilidades em maior expansão no Brasil em 2025 posicionou a comunicação no segundo lugar da lista, superada apenas pelo conhecimento em inteligência artificial. A plataforma estima ainda que cerca de 70% das competências exigidas nas ocupações devem se transformar até 2030. No mesmo sentido, o relatório Future of Jobs 2025, do Fórum Econômico Mundial, aponta que 61% dos empregadores consideram liderança e influência social essenciais, enquanto 50% destacam a importância da empatia e da escuta ativa.
Comunicação transparente e o impacto nos negócios
A habilidade de estabelecer diálogo direto reflete no desempenho financeiro e comercial das organizações. A Trust Survey 2024, conduzida pela PwC, revelou que 93% dos executivos associam a manutenção da confiança a melhores resultados financeiros, enquanto 72% dos consumidores apontam a comunicação clara como fator determinante para confiar em uma marca. No segmento de vendas, levantamentos do LinkedIn indicam que 88% dos compradores classificam os profissionais com quem fecham negócios como “consultores de confiança”, valorizando a capacidade de escuta em detrimento do discurso persuasivo agressivo.
Para Jeniffer Koyama, mentora de desenvolvimento pessoal e fundadora da JK Academy, a comunicação corporativa vai além da oratória tradicional.
“A comunicação profissional envolve entender quem está do outro lado, saber ouvir, interpretar contextos e construir relações pautadas pela confiança. Não se trata de falar mais ou convencer a qualquer custo, mas de criar condições para uma troca real que gere impacto nas decisões”, explica Jeniffer.
A busca por capacitação comportamental impulsiona o mercado de mentoria e treinamentos executivos. A JK Academy, que atende lideranças e empresários por meio do Método JK, registrou faturamento de R$ 1 milhão em 2025 e projeta alcançar R$ 2 milhões em 2026, impulsionada por empresas que buscam desenvolver o posicionamento estratégico e a inteligência relacional de suas equipes.
