Da Redação.

Global Payments Report 2026 mostra que o brasileiro escolhe primeiro como pagar e depois o presente; parcelamento, conveniência e experiência pesam tanto quanto o preço na decisão de compra

Enquanto os varejistas disputam a atenção dos consumidores com promoções e ofertas cada vez mais parecidas, uma nova lógica de consumo se consolida no Dia dos Pais: o brasileiro decide primeiro como vai pagar e, só depois, qual presente escolher. A constatação vem do Global Payments Report 2026, estudo que há 11 anos analisa o comportamento dos consumidores em 42 países nos cinco continentes e mapeia tendências até 2030.

Segundo o relatório, a decisão sobre o meio de pagamento passou a fazer parte da própria experiência de compra. Em vez de existir um único método dominante, os consumidores alternam entre Pix, cartões e carteiras digitais conforme o tipo de compra, o valor da transação e a conveniência desejada. Parcelamento, benefícios agregados, rapidez e facilidade ajudam a explicar por que o checkout deixou de ser apenas o fim da jornada e passou a desempenhar um papel estratégico na conversão e fidelização de clientes.

Pagamento como parte da experiência de compra

A data é uma das mais importantes do calendário do varejo brasileiro. Levantamento do Somos Varejo Brasil estima que o Dia dos Pais de 2026 deve movimentar cerca de R$10,56 bilhões apenas no comércio eletrônico, com alta de 10,81% e a previsão de 18,49 milhões de pedidos. Nesse cenário, oferecer múltiplas formas de pagamento deixou de ser um diferencial para se tornar condição básica de competitividade.

O estudo aponta ainda que o parcelamento segue como fator decisivo no Brasil, especialmente em datas comemorativas, quando o valor do presente costuma ser maior. Ao mesmo tempo, o Pix ganhou protagonismo pela velocidade e pela ausência de custos, enquanto as carteiras digitais crescem pela integração com programas de benefícios e fidelidade.

Pagamentos digitais avançam sobre as lojas físicas

Outra tendência destacada pelo Global Payments Report é o crescimento dos aplicativos de pagamento nas lojas físicas. Em 2025, eles representaram 37% do valor global transacionado nos pontos de venda, participação que deve chegar a 46% até 2030, movimentando cerca de US$ 15,6 trilhões. O avanço demonstra que a experiência digital deixa de ser exclusividade do comércio eletrônico e passa a transformar também as compras presenciais.

Para os comerciantes, o recado do estudo é claro: dominar a jornada de pagamento é tão importante quanto acertar no preço. Conhecer o perfil do cliente e oferecer as opções certas — seja o parcelamento no cartão, a agilidade do Pix ou a conveniência da carteira digital — tornou-se uma ferramenta decisiva para converter o interesse em venda e fidelizar o consumidor em uma das datas mais disputadas do ano.

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