Lei impõe mudanças operacionais e tecnológicas que exigem adaptação das PMEs; sistemas de gestão tornam-se aliados estratégicos
Desde a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) em 2020, o impacto sobre grandes corporações foi imediato. No entanto, são as pequenas e médias empresas (PMEs) que enfrentam os maiores desafios para se adequar à nova realidade. Segundo a organização Data Privacy Brasil, 80% das empresas brasileiras já consideram a LGPD uma prioridade estratégica, reflexo da crescente consciência sobre a importância da proteção de dados.
Rotinas operacionais e dados sensíveis
Em muitas PMEs, dados como CPF, endereço, histórico de compras e até informações bancárias dos clientes estão diretamente ligados à operação diária. A proteção dessas informações vai além da obrigação legal — ela influencia diretamente a sustentabilidade financeira e a credibilidade do negócio.
“Um vazamento ou uso indevido dessas informações pode gerar sanções da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), perdas financeiras, danos à reputação e quebra de confiança junto ao público consumidor. Esses prejuízos são ainda mais graves em companhias menores”, alerta Moacir Borri, Gestor de Produto da vhsys, empresa especializada em soluções de gestão empresarial online.
Tecnologia como suporte à conformidade
A LGPD exige uma reestruturação das práticas empresariais, incluindo transparência, consentimento e segurança no uso de dados. Nesse cenário, ferramentas digitais que oferecem estrutura e proteção tornam-se indispensáveis, mesmo que não tenham como foco principal a segurança da informação.
A vhsys, por exemplo, desenvolveu um sistema que oferece ambientes com acessos restritos, backups automáticos e armazenamento em nuvem — funcionalidades que ajudam a aproximar os empreendedores das exigências da lei.
“Nesse sistema, utiliza-se a autenticação de dois fatores (2FA), um recurso que adiciona uma camada extra de proteção ao acesso. Com ele, mesmo que uma senha seja comprometida, o acesso à conta ainda exige um segundo fator de verificação, reduzindo significativamente os riscos de invasão”, explica Moacir.
Cultura de privacidade e boas práticas
Como muitas PMEs não possuem equipes jurídicas ou de segurança da informação, a adoção de sistemas bem estruturados é um primeiro passo importante para criar uma cultura de privacidade. Além disso, é fundamental investir em políticas internas, capacitação dos colaboradores e definição de fluxos para lidar com incidentes.
“As PMEs precisam garantir que seus modelos de negócios não sejam inviabilizados por falhas que poderiam ser evitadas escolhendo fornecedores de sistema que sigam boas práticas de proteção de dados e de segurança da informação”, reforça Moacir.

