Da Redação.
Modelo de negócio com investimento inicial reduzido cresceu aproximadamente 17% no último ano, segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF), atraindo profissionais que buscam renda extra ou uma transição de carreira gradual
O mercado de franquias no Brasil, que movimentou R$ 300 bilhões em 2025, vê um crescimento acelerado no modelo de microfranquias. Com um aumento de 17% no último ano, esses negócios, que exigem investimento inicial mais baixo, têm se tornado uma alternativa viável para profissionais que desejam empreender sem precisar deixar seus empregos atuais, buscando uma fonte de renda complementar ou uma entrada planejada no mundo dos negócios.
O setor de franchising demonstrou mais uma vez sua força na economia nacional. De acordo com o Balanço de Franquias 2025, divulgado pela Associação Brasileira de Franchising (ABF), o faturamento geral do segmento alcançou a marca de R$ 300 bilhões, um avanço de 10,5% em comparação com o ano de 2024. Dentro deste cenário de expansão, o formato de microfranquias tem ganhado protagonismo.
O levantamento da ABF aponta que o modelo registrou um crescimento de aproximadamente 17% no último ano, somando mais de 21 mil operações distribuídas em cerca de 600 redes pelo país. O principal atrativo para a popularização desse tipo de empreendimento é a barreira de entrada financeira reduzida. Segundo a associação, o investimento inicial pode partir de R$ 6,7 mil, a depender do segmento e da estrutura exigida.
Com operações mais enxutas e gestão simplificada, o formato se consolidou como uma alternativa estratégica para quem busca uma segunda fonte de renda ou planeja iniciar no empreendedorismo de forma mais segura, permitindo conciliar a nova atividade com um emprego formal. Essa flexibilidade possibilita que o novo empreendedor teste o mercado e ganhe experiência antes de uma possível dedicação integral ao negócio.
A diversidade de setores que adotam o modelo de microfranquia ilustra a amplitude do mercado. Abaixo, alguns exemplos de redes que atuam nesse formato:
- Acuidar: Rede de serviços de assistência para crianças, adultos e idosos. O franqueado atua com cuidadores que prestam serviço no domicílio do cliente ou em acompanhamentos hospitalares.
- Investimento inicial: a partir de R$ 40 mil.
- Faturamento médio mensal: R$ 60 mil.
- Prazo de retorno: de 6 a 15 meses.
- Asia Source: Franquia que atua como um ecossistema de comércio exterior, oferecendo consultoria e gestão de importação para conectar empresas brasileiras ao mercado internacional.
- Investimento inicial: a partir de R$ 49 mil.
- Faturamento médio mensal: R$ 30 mil.
- Prazo de retorno: de 3 a 12 meses.
- Itália no Box: Rede de restaurantes focada em massas italianas, com operação enxuta e forte atuação no delivery.
- Investimento inicial: R$ 120 mil.
- Faturamento médio mensal: R$ 100 mil.
- Prazo de retorno: 18 meses.
- Seguralta: Com mais de 57 anos de mercado, a rede atua no segmento de seguros, com modelos de franquia que incluem o formato home office.
- Investimento inicial: a partir de R$ 45 mil.
- Faturamento médio mensal: R$ 15 mil.
- Prazo de retorno: de 12 a 20 meses.
- Sonhagro: Especializada em soluções financeiras e seguridade para produtores rurais, a rede atua na intermediação de processos burocráticos e na gestão de negociações junto a instituições financeiras.
- Investimento inicial: a partir de R$ 55 mil.
- Faturamento médio mensal: R$ 33 mil.
- Prazo de retorno: de 6 a 12 meses.
- Unhas Cariocas: Considerada pela ABF a maior franquia de esmalteria do mundo, tem como um de seus pilares a biossegurança e um método de atendimento que permite realizar o serviço em aproximadamente 30 minutos.
- Investimento inicial: a partir de R$ 115 mil.
- Faturamento médio mensal: R$ 80 mil.
- Prazo de retorno: de 12 a 24 meses.
O avanço das microfranquias reflete uma mudança no perfil do empreendedor brasileiro, que busca modelos de negócio mais flexíveis e com menor barreira de entrada. A possibilidade de conciliar a gestão de uma franquia com a carreira profissional estabelecida aponta para uma tendência de diversificação de renda e de uma transição mais planejada para o empreendedorismo em tempo integral.

