Com a expectativa de movimentar R$ 7,5 bilhões em vendas online, a Black Friday 2025 desafia o setor logístico. A inteligência artificial e a automação se tornam aliadas estratégicas para antecipar gargalos, otimizar rotas e garantir entregas mais rápidas e precisas
A Black Friday, marcada por grandes volumes de venda, é também um teste de resistência para a cadeia logística. Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), as transações digitais devem crescer cerca de 8% em relação a 2024, e as empresas já se preparam para lidar com demandas até dez vezes maiores do que em períodos comuns.
De acordo com o especialista em tecnologia da informação Rodolfo Cassorillo, o segredo para enfrentar picos de operação está na integração de dados e na automação. “Hoje, a tecnologia permite que a logística seja preditiva, não apenas reativa. Sistemas inteligentes conseguem antecipar gargalos, otimizar rotas e sincronizar todas as etapas da operação, do estoque à entrega”, afirma.
O avanço de soluções baseadas em inteligência artificial e big data permite monitorar o comportamento do consumidor em tempo real, prever picos de demanda e ajustar rapidamente a capacidade de atendimento. “Durante a Black Friday, plataformas integradas cruzam informações de estoque, transporte e atendimento, permitindo decisões mais rápidas e assertivas. Isso reduz custos e melhora a experiência do cliente”, explica Cassorillo.
Nos armazéns, a automação e os sistemas inteligentes de gerenciamento (WMS) garantem mais precisão no controle de inventário e nas etapas de expedição. “A eficiência logística deixou de ser um diferencial e se tornou um requisito competitivo. O cliente quer rapidez, previsibilidade e rastreamento transparente — e é aí que a tecnologia se torna essencial”, complementa o especialista.
Além de otimizar processos, a automação fortalece a confiança do consumidor. Com sistemas de rastreamento e comunicação automatizada, o cliente é informado em todas as etapas da entrega, o que reduz chamadas no SAC e melhora a percepção sobre a marca.
Para os próximos anos, a tendência é de um avanço ainda maior no uso de inteligência artificial generativa, análise preditiva e robótica autônoma. “Estamos migrando para uma logística totalmente orientada a dados. Quem souber interpretar e agir com base nessas informações vai operar de forma mais eficiente, sustentável e centrada no cliente”, conclui Cassorillo.

