Tecnologia desenvolvida pela Hal-AI preserva o histórico de atendimento em múltiplos canais, eliminando a repetição de informações e transformando a experiência do cliente

A evolução da Inteligência Artificial no ambiente corporativo começa a superar o modelo dos chatbots tradicionais. A Hal-AI, laboratório brasileiro de tecnologia com atuação global, anunciou uma plataforma capaz de manter memória adaptativa de longo prazo. A solução permite que a IA registre informações ao longo de toda a jornada do usuário e personalize cada nova interação com base nesse histórico.

Patenteada nos Estados Unidos, a tecnologia está no centro do sistema Human 360, integrado à plataforma Omega Agentic. Desenvolvida sob a liderança técnica de Marcos Alves, CEO e fundador da Hal-AI, a arquitetura unifica dados trocados em diferentes canais — como telefone, WhatsApp, mensagens de voz e imagens — para construir um histórico contínuo sobre cada consumidor.

O principal objetivo é tornar a comunicação fluida e eliminar uma das maiores insatisfações dos clientes: a necessidade de repetir dados a cada novo contato com uma empresa.

Memória contínua ao longo da jornada do consumidor

A capacidade de preservar o contexto da relação ao longo do tempo se destaca como o diferencial frente às soluções vigentes no mercado. A plataforma já opera em fluxos de grande volume, com aplicação de destaque no setor de saúde.

“A maior parte das plataformas existentes consegue responder perguntas. Nós trabalhamos para que a tecnologia seja capaz de lembrar, compreender o histórico daquela pessoa e evoluir junto com ela. Isso cria uma experiência muito mais próxima e natural. Quando a tecnologia entende quem está do outro lado, ela deixa de tratar todos da mesma forma”, afirma Alves.

Deep tech e propriedade intelectual brasileira

Posicionada como uma deep tech, a Hal-AI desenvolve tecnologia proprietária combinando sistemas internos a modelos globais para potencializar a capacidade de seus agentes autônomos. A estratégia resultou na consolidação de patentes internacionais e no fortalecimento da propriedade intelectual nacional frente aos gigantes de tecnologia.

“O Brasil tem profissionais altamente qualificados e capacidade para desenvolver inovação de ponta. Nosso objetivo sempre foi criar tecnologia própria e competir em um cenário global”, pontua o executivo.

Evolução na gestão de relacionamento

Com mais de quatro décadas de atuação no setor de tecnologia, Alves liderou nos anos 2000 a engenharia de sistemas CTI da Embratel, unificando operações para uma base de 150 milhões de usuários. Com o avanço dos agentes autônomos, o especialista projeta uma reestruturação ampla na comunicação B2C.

“Estamos entrando em uma fase em que a inteligência artificial deixa de ser apenas uma ferramenta de automação para se tornar parte da experiência de relacionamento. É uma mudança que deve impactar praticamente todos os setores da economia”, conclui Marcos Alves.

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