Nova estrutura com IBS e CBS traz fim de benefícios fiscais e obriga revisão de margens e estratégias
A aprovação da Reforma Tributária no Brasil marca uma das maiores mudanças no sistema de impostos em décadas. A proposta substitui cinco tributos (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) por dois novos: Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). A mudança promete simplificação e transparência, mas também impõe desafios para as empresas.
Segundo a especialista Karol Dapousa, a nova estrutura impactará diretamente a formação de preços, margens de lucro e estratégias de negócio. “Estamos diante de um marco histórico. A nova estrutura tributária tem o potencial de eliminar distorções antigas, como o efeito cascata, mas também exige um olhar atento para os modelos de precificação”, afirma.
Impacto direto na precificação e nos benefícios fiscais
Com a base de cálculo unificada e a possibilidade de créditos financeiros plenos, os tributos pagos em etapas anteriores poderão ser abatidos em fases seguintes, reduzindo a cumulatividade. Para Karol, essa é uma vantagem importante, mas que exige ajustes internos. “Haverá mais transparência nos preços finais, mas também será necessário adaptar sistemas e estratégias para o novo cenário”, explica.
Além disso, a especialista alerta para o fim de regimes especiais e isenções que hoje favorecem determinados setores. “Muitos negócios precisarão recalcular estratégias e competitividade. A padronização da alíquota exige uma revisão profunda dos modelos atuais”, reforça.
Transição até 2033: por que agir agora
A Reforma prevê um período de transição até 2033, durante o qual os tributos antigos e os novos coexistirão. Para Karol, o momento é de planejamento: “Não podemos esperar. É essencial mapear a nova carga tributária, simular impactos nos preços e atualizar sistemas fiscais e contábeis. O planejamento preventivo será o diferencial neste processo”, orienta.
Recomendações para as empresas
- Mapear a nova carga tributária considerando produtos e serviços;
- Revisar margens e estratégias de precificação;
- Atualizar sistemas contábeis para IBS e CBS;
- Acompanhar decretos e leis complementares sobre alíquotas;
- Investir em planejamento tributário estratégico.
“Essa mudança vai além da contabilidade. Ela impacta diretamente a competitividade das empresas. Quem se antecipar sairá na frente”, conclui Karol Dapousa.

